Plano de saúde

Uma nova norma editada em novembro de 2011 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) permite que trabalhadores demitidos sem justa causa e os que se aposentam tenham mais garantias para ficar no plano de saúde da empresa. No caso de demissão, o ex-empregado poderá permanecer no contrato coletivo no período que varia de seis meses a dois anos, proporcional ao tempo de contribuição. A novidade entraria em vigor exatamente na data de hoje, 22 de fevereiro, mas as operadoras de planos de saúde pediram e a ANS adiou para 1º de junho a entrada em vigor da Resolução.

As empresas alegaram que o prazo de 90 dias foi insuficiente para a adaptação de rotinas, processos e sistemas necessários à implementação da norma. A medida é boa, mas acarretará mais custos às operadoras de saúde. Por outro lado, os beneficiários não estariam usufruindo de nenhum benefício grátis, mas tão somente tendo o direito de contribuir como se fosse um plano coletivo, que é muito mais barato do que o plano individual e, com isso, estas pessoas teriam mais chances de se recolocar no mercado de trabalho e não ficar sem cobertura de saúde durante o tempo em que estiverem desempregadas.

Fonte: Marcos Pereira 

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Haddad vai sofrer com “kit gay”, evangélico que preside partido; petista tem tentado se explicar

Por Bernardo Mello Franco, na

Folha:

A polêmica sobre o chamado kit anti-homofobia, encomendado pelo Ministério da Educação durante a gestão de Fernando Haddad, fará o petista “sofrer” na eleição municipal de São Paulo. A previsão é de Marcos Pereira, bispo da Igreja Universal e presidente nacional do PRB, partido aliado ao PT no governo Dilma Rousseff. O dirigente afirma que o material, conhecido entre os evangélicos como “kit gay”, será usado contra Haddad na campanha e vai fazê-lo perder votos neste segmento, estimado em cerca de 20% do eleitorado paulistano. “Vai ser difícil tirar essa mancha do Haddad. Ele vai sofrer muito com isso”, diz.

O petista tem procurado líderes de igrejas para tratar do assunto. Ele sustenta que o material vazou antes de ser distribuído e que o MEC vetaria seu uso em salas de aula. Pereira afirma que a explicação não o convenceu. “Se o kit chegasse às escolas, seria o pior dos mundos. Mas se o Haddad pagou por algo que seria vetado, mostrou ser um mau administrador. De um jeito ou de outro, ele vai apanhar”, diz o bispo, que apoia o pré-candidato Celso Russomanno (PRB).
(…)

Por Reinaldo Azevedo

Mangueira e Andaraí festejam obras do Cimento Social

O Cimento Social, que começou em 2007, como um sonho de um obstinado senador fluminense no Morro da Providência, está ganhando vida própria, e motivando a parceria de Marcelo Crivella (PRB-RJ) com o prefeito Eduardo Paes que criou a Coordenadoria do Cimento Social na Secretaria de Obras da Prefeitura do Rio. Neste sábado, Crivella e Paes lançaram, juntos, obras de melhorias habitacionais nos Morros da Mangueira e do Andaraí. Em cada uma dessas comunidades, serão reformadas 250 casas na etapa inicial da obra que vai se estender a diversas outras comunidades da cidade.

– São pequenas intervenções, como pintura, colocação de telhados e pisos, revisão elétrica e hidráulica, coisas simples e baratas que vão fazer uma grande diferença no dia a dia da vida das pessoas. O Rio é a capital nacional do petróleo, não podemos aceitar ver nosso povo morando em barracos de maneira tão precária e algumas favelas têm mais de 100 anos. – afirmou Crivella, que completou:

– Estou muito feliz, sei que essa obra não é um erro, não é desperdício de dinheiro público. Quero um dia morar num país em que as pessoas possam olhar para o morro e continuar com a cabeça erguida, porque hoje a gente olha pro morro e abaixa cabeça de tristeza.

Parceiro do projeto, Paes não poupou elogios à iniciativa de Crivella:

– O Cimento social é diferente de todos os programas habitacionais que existem no Brasil. Pela primeira vez, está se desenvolvendo uma ação de política pública dentro da casa das pessoas. Esse programa é uma inspiração do Crivella e assumi esse compromisso com ele quando ele me apoiou no segundo turno, em 2008. – disse Paes.

Uma das principais intervenções do Cimento Social é colocar telhado nas lajes, para evitar a queda de crianças que soltam pipas e de donas de casa que estendem roupa, e, principalmente, o perigo de que pequenas poças sirvam de foco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Na Mangueira, as obras começam semana que vem, mas no Andaraí já estão a pleno vapor. Durante o evento deste sábado, Hilton Rodrigues, de 66 anos, nascido e criado no morro, era só alegria ao constatar que funcionários da Prefeitura já iniciaram as intervenções na casa número 57, da Rua Santo Estêvão, em que mora com a mãe, dona Floresdina, de 94 anos:

– Estou na maior felicidade do mundo. A casa vai ser pintada, vão colocar telhado, vai dar gosto de morar aqui – afirmou aquele que será o primeiro beneficiado com a parceria entre Paes e Crivella, que já prepara a construção de 23 casas no Morro do Salgueiro.

Fonte: Ruy Sampaio – Assessoria do Senador Marcelo Crivella