O maior comício de todos os tempos

O maior comício de todos os tempos

Treze de março de sessenta e quatro.
Há exatos quarenta e seis anos atrás, nosso país acompanhava o Comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Em pauta as reformas de base do Governo de João Goulart, acontecimento este que foi um dos motivos principais para o golpe civil-militar, que ocorreria no dia primeiro de abril daquele mesmo ano, dia da mentira.
Naquele dia, Jango se comprometeu perante duzentas mil pessoas em praça pública com as reformas da sociedade brasileira.
Tal compromisso custou-lhe o cargo de chefe da nação, e até mesmo a vida.
Muitos já conhecem esta história.
Muitos contemporâneos de João Goulart ainda hoje saúdam com reverência a coragem do seu Presidente em encampar os ajustes estruturais e institucionais da nação. Mesmo assim, nunca é demais relembrar nesta data, o pensamento de Jango sobre as reformas de base que vieram a derrubá-lo.
No site www.institutojoaogoulart.org.br podemos acessar a íntegra do discurso, bem como o documento enviado pelo Presidente ao Congresso Nacional, dois dias após o maior comício de todos os tempos, intitulado “Os novos tempos e as novas tarefas do povo brasileiro”.
Num país de memória curta, tal data simbólica é fundamental também para que as novas gerações saibam que já tivemos um Presidente reformista, empenhado em remover privilégios centralizados, consagrando assim um Brasil com justiça social.
João Goulart transcendeu ao discurso, mesmo sabendo que seria derrocado, para na prática aplicar medidas concretas.
Ao seu amigo e chefe da casa Civil Darcy Ribeiro, confessou:
“Eu caio, mas caio de pé”.
A importância de conhecer o discurso da Central, e também o documento enviado ao Congresso Nacional, reside no fato de depararmos com a realidade de que as reformas propostas naquele momento – agrária, tributária, administrativa, urbana, educacional, política, bancária – mesmo ainda hoje reclamadas pela sociedade brasileira, jamais saíram do plano da teoria.
Conhecendo o fundamento do comício do dia treze de março de sessenta e quatro, entendemos melhor os problemas estruturais e institucionais que perduram até hoje no Brasil.

Christopher Goulart
Presidente da Associação Memorial João Goulart
Instituto João Goulart

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