Catástrofes no Rio de Janeiro e a Cidade da Música de César Maia: desumanidade

Diante da recente catástrofe no Rio de Janeiro (este artigo atem-se à tragédia na capital do Rio, para se ter um parâmetro), muita gente entende que não é hora de achar os culpados, mas de resolver os problemas. Discordo. Como cidadão carioca e cristão, penso que tenho o direito e o dever de manifestar-me, sob pena de praticar o pecado da omissão. Neste momento angustiante, o mais correto é achar os culpados e concomitantemente resolver os problemas, socorrer os desabrigados e procurar os corpos soterrados. Os culpados não podem ser esquecidos, jamais. Todos sabemos que após a poeira baixar, os culpados não serão procurados e sequer incomodados. É sempre assim. Ou não estou falando a verdade!

Durante dezesseis anos o município do Rio de Janeiro foi governado pelo mesmo grupo político – o de César Maia (1993 – 2008).

César Maia (foto) é uma figura estranha, que parece não gostar de ninguém.

Quem não se lembra que governo federal foi obrigado a decretar estado de calamidade pública no setor hospitalar do SUS (Sistema Único de Saúde) do Rio de Janeiro, em 2005, quando César Maia era prefeito?

Quem não se lembra que diante da crise na Saúde, e em meio intervenção federal, César Maia decretou a exoneração dos diretores de quatro dos seis hospitais que estavam sob intervenção – o da Lagoa, do Andaraí, de Jacarepaguá, de Ipanema, o Souza Aguiar e o Miguel Couto e a demissão de 336 funcionários, no total; além da suspensão de licitações para obras nestas unidades?

Quem não se lembra da epidemia de dengue no Rio, em 2008, onde César Maia foi muito criticado devido sua pífia atuação diante do quadro alarmante de dengue, onde dezenas de vidas foram ceifadas? Tal desleixo levou muitas pessoas apelidarem a epidemia de dengue, de ‘EpideMaia’.

Não quero aqui perder muito meu tempo para ficar lembrando dos fatos desastrosos de César Maia, à frente do governo municipal do Rio, mas diante da recente desgraça que se abateu sobre o Rio, há algo que tem que ser lembrado diuturnamente – é a construção da Cidade da Música, que recebeu o nome de Roberto Marinho, situada na Barra da Tijuca. Uma das maiores afrontas ao povo carioca, por parte de César Maia.

As obras daquela aberração carioca começaram em 2003, com um custo inicial estimado em R$ 80 milhões de reais. Hoje, além de não estar pronta, aquele elefante branco já consumiu dos cofres públicos mais de R$ 500 milhões de reais.

Por conta desse rio de dinheiro em torno da construção, foi criada na Câmara de Vereadores do Rio a CPI da Cidade da Música para investigar os gastos na obra. Segundo os cálculos dessa CPI, seriam necessários R$ 700 milhões para finalizar o projeto (recursos estes que dão para construir 14.000 casas populares).

Devido às recentes chuvas que causaram enormes problemas para a cidade do Rio de Janeiro (sem citar Niterói e outros), o prefeito Eduardo Paes solicitou ao governo federal que libere uma verba de R$ 370 milhões para a realização de obras estruturais na cidade, a fim de se evitar problemas vindouros semelhantes aos recentes.

Comparemos agora:

Tem algo de errado aí?

Onde está César Maia para explicar essa comparação?

Alguém será responsabilizado por esses gastos absurdos?

Em suma, a Bíblia é clara:

César Maia é pré-candidato ao Senado Federal, mas nem o candidato ao governo do estado do Rio, Fernando Gabeira, quer Maia na coligação, tamanha é a rejeição dessa figura da política carioca.

Caso César Maia insista, implore, chore e realmente venha como candidato ao Senado, diante do exposto caberá ao povo do Rio a (ir)responsabilidade de escolhê-lo ou não, para nos ‘representar’ em Brasília.

O Rio não merece César Maia, pois se estivesse em Brasília, certamente deveria estar nos representando como seu filho Rodrigo Maia (deputado federal) nos representa (no dia da importante votação em favor do Rio de Janeiro, pelos royalties do petróleo, Rodrigo Maia foi um dos deputados do Rio que não compareceu à votação para defender o Rio). Sinceramente, não sei que tipo de espírito tem essa gente.


É possível verificar alguns projetos para a construção de casas boas e com um custo pequeno. Há alguns projetos em outros estados, mas quero ater-me ao Rio. É o caso do Projeto Cimento Social, de autoria do Senador Marcelo Crivella (foto).

Segundo matéria publicada no Jornal O Dia, de 16 de julho de 2009, a construção de casas em placas de argamassa custa, em média, R$ 50 mil. Crivella construiu algumas casas no Morro da Providência e segundo a matéria, com dinheiro advindos dos direitos autorais pela venda de seus CDs e DVDs, pois ele também é cantor gospel.

Veja a matéria jornalística, mostrando a construção das casas (um detalhe: são casas muito boas)

Youtube

Vamos às contas:

R$ 700.000.000 (setecentos milhões) – Cidade da Música de César Maia

R$ 50.000 (cinquenta mil) – Casa popular do Projeto Cimento Social

Dividindo 700.000.000 por 50.000 = 14.000 casas populares

Nota-se portanto que apenas nesse exemplo 14.000 famílias (calculando por baixo, supomos que cada família tenha 4 integrantes. Seriam 56.000 pessoas) poderiam estar morando dignamente e, quem sabe, muitas delas não estariam agora enlutadas por terem perdido seus entes queridos.

Peçamos a Deus sabedoria para saber escolher melhor nossos representantes.

Oremos por César Maia para que tenha um coração contrito.

Oremos pelo senador Crivella para que Deus continue dando-lhe sua graça e que o Projeto Cimento Social seja levado adiante.

E que tenhamos sensatez e expurguemos da política algumas figuras abjetas.

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