Luiz Sérgio: ‘Vamos fazer muito pelo Rio’

POR RICARDO VILLA VERDE
Rio – Futuro ministro das Relações Institucionais do governo da presidenta eleita Dilma Rousseff, o deputado federal Luiz Sérgio, presidente regional do PT do Rio, diz ter consciência dos desafios que terá pela frente. “O ministério é o responsável pelas relações do governo com o Congresso e com os estados”, explica ele, que pretende ajudar o Rio no cargo. “Poderemos puxar um pouco a sardinha para o nosso lado”, brinca ele.
Aos 52 anos, Luiz Sérgio foi reeleito para o quarto mandato de deputado. Fundador do PT, assim como o presidente Lula, ele iniciou atividade política no Sindicato dos Metalúrgicos, em Angra dos Reis, nos anos 80. Foi prefeito da cidade. Na Câmara Federal, foi líder do PT.
O DIA: Qual a função do Ministério das Relações Institucionais?
LUIZ SÉRGIO: O ministério tem funções importantes. Ele é o responsável, por exemplo, pela relação do governo federal com os estados, especialmente nas articulações para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Cabe ao ministério resolver pendências que existam para os estados terem acesso às obras. Ele também cuida da relação com os municípios. E também trata do entendimento político com o Congresso Nacional.

Tendo em vista a coligação de 10 partidos que elegeu Dilma Rousseff, o senhor teme dificuldades na relação com o Congresso?

Em toda formação de governo nenhum partido acaba sendo atendido em 100% do que pleiteava. Governo de coalizão como o nosso é sempre de diálogo permanente. O importante é focar que existe um projeto que deu certo, que gerou renda e tirou pessoas da miséria, e foi construído dentro da coalizão.
Qual será o primeiro assunto que o senhor vai tratar ao assumir o cargo?
As eleições da Câmara e do Senado. No Senado já há um consenso e na Câmara estamos caminhando para também fechar este consenso. 
A intenção do PT é manter a proposta de dividir as presidências das duas casas com o PMDB? 
Cada eleição é um caso à parte. Na Câmara, o PT busca consenso para dividir com o PMDB o comando. O PT dirigiria a Câmara por dois anos e o PMDB, outros dois anos. Isso já está acordado. Mas o PMDB e o PT, juntos, não conseguem vencer a disputa na Casa. Temos de buscar consenso com outros partidos da base aliada.
Depois da formação do ministério, o próximo desafio do governo é o segundo escalão, como diretorias de estatais. Partidos aliados já têm demonstrado interesse nestes cargos, mas a presidenta eleita quer deixar para fevereiro. Dá para segurar as discussões sem criar descontentamentos na base aliada? 
Cada dia com seu desafio, com sua agonia. As estatais em um momento oportuno serão discutidas, se mudam ou não de comando. No geral, as empresas estão bem conduzidas, bem administradas. Não podemos ter pressa. Isso (negociações) tem que se dar em um processo normal.
E os royalties do petróleo? O presidente Lula vetou o artigo que prejudicava o Rio, mas o Congresso pode derrubar este veto. O governo tem como evitar que isso aconteça?
O ideal é que possamos formular uma proposta que venha dialogar com o Congresso, para que possamos ter uma solução definitiva para este impasse sobre os royalties. Vamos trabalhar firme por este diálogo. Tenho certeza que encontraremos uma solução satisfatória para todos os lados envolvidos. 
Como o senhor poderá ajudar o Rio? 
O Rio tem projetos importantes com o governo federal, como as obras do PAC que estão sendo feitas nas favelas. Vamos ter a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Muitos desses projetos passarão pelo ministério. Embora o ministério seja de todo o Brasil, não há como negar que poderemos puxar um pouco a sardinha para o nosso lado. Vamos fazer muito pelo Rio.
O senhor foi cotado para assumir o Ministério do Turismo e acabou nas Relações Institucionais. O senhor tinha preferência?
Não. Para mim, o importante foi que ficou evidenciado que o meu nome unificava o Rio para participar do primeiro escalão do governo da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Com sua ida para o ministério, o PT ganha força na aliança com o governador Sérgio Cabral?

As relações com o governador estão ótimas e vão continuar assim. Minha ida para o ministério não muda nada.
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