Isso não pode: Governo corta a verba da Educação

Com graves problemas na área social, onde a violência emerge de forma assustadora,  mas com uma economia que tende a se estabilizar, o Brasil busca saídas para o seu desenvolvimento. Porém, os governantes que se sucedem no poder esquecem-se que a única saída para o país encontrar a fórmula correta do crescimento sustentado é através de investimentos na área educacional.
     Infelizmente, o governo acaba de definir que alguns ministérios e órgãos da União terão uma nova redução de orçamento este ano, como parte do corte de gastos anunciado recentemente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Contrariando todas as expectativas, mais uma vez, o Ministério da Educação foi o mais afetado e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010. Com esse corte adicional, o orçamento da área educacional perdeu R$ 2,34 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso.
     Enquanto outros países buscam na educação a grande saída para o desenvolvimento, tendo como exemplos maiores nosso vizinho Chile e a distante Finlândia, que em 30 anos conseguiu se transformar em uma potencia na área educacional e, em consequência encontrou saídas para seu desenvolvimento econômico, o Brasil vê no corte de verbas para esse importante setor uma solução para seus problemas de excesso de gastos da máquina administrativa. Trata-se com ufanismo a realização da próxima Copa do Mundo de Futebol, em 2014 e a Olimpíada de 2016; prometem-se obras gigantescas para colocar o país em condições de realizar tais eventos e, ao mesmo tempo, cortam-se verbas de setores primordiais, tendo à frente a Educação.
     No total, o Executivo está reduzindo despesas no valor de 7,5 bilhões e, para alcançar o valor de corte de R$ 10 bilhões, anunciado no dia 13 de maio, o governo diminuiu também a estimativa de gastos obrigatórios em cerca de R$ 2,4 bilhões. O Legislativo e o Judiciário terão uma redução nas despesas de R$ 125 milhões; o Planejamento, R$ 1,24 bilhão; Transportes, R$ 906,4 milhões; Fazenda, R$ 757, 7 milhões; a Saúde perderá R$ 344 milhões; o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável por programas sociais, como o Bolsa-Família, terá redução de R$ 205,3 milhões. Ou seja, a Educação, realmente foi o setor mais prejudicado.
     Entendemos que, enquanto a Educação não for um programa prioritário da nação brasileira, continuaremos à mercê de governantes que não veem nesse setor de fundamental importância a saída para um país grande e sustentável. Cada governo que se elege busca suas próprias prioridades e filosofias, não há continuidade administrativa e com isso o desenvolvimento educacional fica truncado. 
Como exemplo, podemos citar a recente Conferência Nacional de Educação, que elaborou o Plano de Desenvolvimento da Educação para os próximos dez anos, esquecendo-se que o atual governo só tem mais seis meses de mandato. No próximo ano, com um novo presidente da República, tudo pode ser mudado e novos projetos elaborados e, mais uma vez, a descontinuidade administrativa atrasa o desenvolvimento da educação brasileira.
 
Fonte: Saber TV
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