Marina Silva deixa o PV esta semana

Dois anos e 19 milhões de votos depois, Marina dá adeus ao PV por causa de desentendimentos com o comando da sigla 
Marina Silva, a candidata que conquistou 19,5 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais, deixará o PV nesta semana. 
É o que informa neste sábado o site da revista Época.
Do PT para o PV
Conhecida pela militância ambiental, Marina foi eleita senadora pelo Partido dos Trabalhadores em 1994, aos 36 anos, tornando-se a senadora mais jovem da história do país. Em 2003, virou ministra do Meio Ambiente do governo Lula, quando ganhou projeção para sonhar com a Presidência da República. No PT, porém, suas chances de disputar o cargo seriam nulas.
Convidada a ser candidata à Presidência, aceitou filiar-se ao Partido Verde, o PV, uma pequena legenda identificada não apenas com a agenda ambientalista, mas também com propostas liberais, como a legalização da maconha e do aborto. Marina, que se convertera à religião evangélica em 1997, ignorou as latentes tensões entre suas convicções religiosas e as posições liberais da plataforma verde. Apesar do bom desempenho na campanha presidencial do ano passado, não deu certo. Dois anos e 19,5 milhões de votos depois, Marina decidiu: deixará o PV. O anúncio ocorrerá nesta semana.
Desilusões de campanha
A união entre Marina e o PV começou com promessas e terminou em desilusões. Desilusões produzidas, sobretudo, ao sabor das inevitáveis divergências de uma campanha eleitoral. Marina e o PV, especialmente por meio de seu presidente, José Luiz Penna, discordaram em quase tudo nas eleições. Dos métodos de arrecadação à presença de líderes evangélicos na organização política da campanha.
Outro motivo para o desgaste entre Marina e o PV é político. Apesar de ter rompido com o PT, Marina mantém uma relação ambígua com o ex-presidente Lula. Suas recusas em criticar Lula publicamente durante a campanha provocaram estremecimentos entre a candidata e Guilherme Leal.
Novo partido
“Não houve nenhuma sinalização do PV de que os compromissos com ela serão cumpridos, então não há condições de que ela permaneça filiada”, afirma João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina. Ele a acompanhará na desfiliação nesta semana, ao lado de outras lideranças do PV. A saída do partido não significa que Marina desistiu do sonho de ser presidente. Ela pretende criar um partido para se candidatar novamente, em 2014.
Com informações da Época.
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