Plano de saúde

Uma nova norma editada em novembro de 2011 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) permite que trabalhadores demitidos sem justa causa e os que se aposentam tenham mais garantias para ficar no plano de saúde da empresa. No caso de demissão, o ex-empregado poderá permanecer no contrato coletivo no período que varia de seis meses a dois anos, proporcional ao tempo de contribuição. A novidade entraria em vigor exatamente na data de hoje, 22 de fevereiro, mas as operadoras de planos de saúde pediram e a ANS adiou para 1º de junho a entrada em vigor da Resolução.

As empresas alegaram que o prazo de 90 dias foi insuficiente para a adaptação de rotinas, processos e sistemas necessários à implementação da norma. A medida é boa, mas acarretará mais custos às operadoras de saúde. Por outro lado, os beneficiários não estariam usufruindo de nenhum benefício grátis, mas tão somente tendo o direito de contribuir como se fosse um plano coletivo, que é muito mais barato do que o plano individual e, com isso, estas pessoas teriam mais chances de se recolocar no mercado de trabalho e não ficar sem cobertura de saúde durante o tempo em que estiverem desempregadas.

Fonte: Marcos Pereira 

Senador Crivella propõe exigência de inspeções periódicas em prédios

Acidentes como o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira, poderiam ser evitados caso as edificações fossem submetidas a vistorias periódicas, opinou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Para o parlamentar, a tragédia deve motivar a tramitação em regime de urgência de projeto de sua autoria que determina inspeções a cada cinco anos em prédios de uso coletivo com mais de 30 anos.

“Esses prédios têm que ser vistoriados ou teremos mais colapsos de estruturas. A engenharia do passado não tinha o grau de desenvolvimento de hoje. E estruturas envelhecem”, afirmou.

O projeto, que aguarda parecer na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), prevê a criação do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite), no qual os responsáveis pela vistoria anotarão sua avaliação das condições do edifício, as não-conformidades verificadas e os reparos necessários.
Crivella lembrou desastres como o incêndio do edifício Joelma, em 1974, e o desmoronamento parcial do Palace 2, em 1998, ao justificar a necessidade de criação de uma política nacional de inspeção periódica das edificações de uso coletivo e reforço do papel de profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) no acompanhamento de obras.
As causas do acidente que derrubou os três edifícios, de 20, 10 e quatro andares, situados na avenida Treze de Maio, atrás do Theatro Municipal, ainda estão sendo apuradas. A hipótese mais provável é de que danos estruturais no prédio mais alto, causados por obras não autorizadas, tenham causado a tragédia.

Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a

Defesa Civil do município, sete pessoas morreram no acidente e 20 permanecem desaparecidas. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.

Fonte: Terra / amigosdocrivella.com