Marcelo Crivella pede inspeção periódica de prédios de uso coletivo

Em seu primeiro discurso no Plenário em 2012, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) defendeu projeto de lei de sua autoria (PLS 491/2011) que determina inspeções periódicas em prédios e edifícios de uso coletivo. Em sua opinião, acidentes como o desabamento de três prédios no Centro do Rio de Janeiro, no fim de janeiro, poderiam ser evitados caso as edificações fossem submetidas a vistorias periódicas e eficientes.

Nesta segunda (6), lajes de um prédio de 13 andares em São Bernardo do Campo (SP) caíram, deixando pelo menos duas pessoas mortas. As causas da tragédia ainda são desconhecidas.

– Prédios e edifícios cujas estruturas estão envelhecendo precisam ser fiscalizados. Não podemos aceitar, não podemos nos conformar com prédios caindo – disse Crivella.

O projeto do senador, que tramita na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), prevê a criação do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite), no qual os responsáveis pela vistoria anotarão sua avaliação das condições do edifício, as não conformidades verificadas e os reparos necessários. Crivella informou que o relator, o senador Zeze Perrella (PDT-MG), apresentou emendas que aperfeiçoam a proposta.

Uma das emendas, exemplificou Crivella, determina que a periodicidade das inspeções será determinada em função de seu tempo de construção: inspeção a cada cinco anos para edificações com 30 anos ou mais; de três em três anos para edificações com 40 anos ou mais; a cada dois anos para edificações com 50 anos ou mais; e anual, para edificações a partir de 60 anos.

Outra emenda, informou o senador, estabelece que a inspeção seja realizada por engenheiro registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), “com pelo menos cinco anos de experiência em engenharia estrutural”.

Marcelo Crivella lembrou que o projeto foi originalmente motivado por uma série de acidentes na capital fluminense, envolvendo queda de marquises de concreto em mau estado de conservação.

Da Redação / Agência Senado
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Alerj tem segurança reforçada para votação de aumento a policiais

Segurança é reforçada na Alerj nesta terça-feira (7) (Foto: Tássia Thum/G1)Segurança é reforçada na Alerj nesta terça-feira (7)

(Foto: Tássia Thum/G1)

A segurança foi reforçada no entorno da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da cidade, onde está a prevista a votação do projeto de lei 1184/12, que trata de aumento proposto a servidores da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e de agentes penitenciários, nesta terça-feira (7).

Segurança é reforçada na Alerj nesta terça-feira (7) (Foto: Tássia Thum/G1)
Grades cercam o prédio da Alerj nesta tarde
(Foto: Tássia Thum/G1)

Segundo a assessoria da Alerj, o texto do governo do estado prevê o pagamento cumulativo em três parcelas, o que vai representar um reajuste total de quase 39% no biênio 2012/2013.

Grades cercam o prédio da Alerj e homens do Batalhão de Choque (BPChoque) fazem o policiamento do local.

A assessoria da Alerj informou ainda que o reforço na segurança é para “evitar que qualquer manifestação possa causar danos ao prédio tombado, que é um patrimônio público”. Apesar do policiamento reforçado, o clima no local, nesta tarde, é tranquilo.

Fonte: G1

Senador Crivella propõe exigência de inspeções periódicas em prédios

Acidentes como o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira, poderiam ser evitados caso as edificações fossem submetidas a vistorias periódicas, opinou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Para o parlamentar, a tragédia deve motivar a tramitação em regime de urgência de projeto de sua autoria que determina inspeções a cada cinco anos em prédios de uso coletivo com mais de 30 anos.

“Esses prédios têm que ser vistoriados ou teremos mais colapsos de estruturas. A engenharia do passado não tinha o grau de desenvolvimento de hoje. E estruturas envelhecem”, afirmou.

O projeto, que aguarda parecer na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), prevê a criação do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite), no qual os responsáveis pela vistoria anotarão sua avaliação das condições do edifício, as não-conformidades verificadas e os reparos necessários.
Crivella lembrou desastres como o incêndio do edifício Joelma, em 1974, e o desmoronamento parcial do Palace 2, em 1998, ao justificar a necessidade de criação de uma política nacional de inspeção periódica das edificações de uso coletivo e reforço do papel de profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) no acompanhamento de obras.
As causas do acidente que derrubou os três edifícios, de 20, 10 e quatro andares, situados na avenida Treze de Maio, atrás do Theatro Municipal, ainda estão sendo apuradas. A hipótese mais provável é de que danos estruturais no prédio mais alto, causados por obras não autorizadas, tenham causado a tragédia.

Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a

Defesa Civil do município, sete pessoas morreram no acidente e 20 permanecem desaparecidas. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.

Fonte: Terra / amigosdocrivella.com